BRASIL LIVRE

Pânico Sexual (Made In USA)
O Brasil caminha a passos largos para se tornar uma cópia dos Estados Unidos, devido à completa falta de percepção e à passividade do povo com relação à máquina repressora estatal que está sendo construída e que se alimentará dele próprio no futuro, incluindo ainda a importação para cá da repressão sexual puritana, com toda sua carga de culpas e a infinidade de conceitos distorcidos e dispositivos legais associados que tornaram a sociedade americana humana e sexualmente doente. O principal alvo é, naturalmente, a população mais jovem, com o Estatuto da Criança e do Adolescente já tendo praticamente abolido o pátrio poder e o transferido para o Estado, restando aos pais apenas o dever de prover o sustento dos filhos, enquanto o Estado se encarrega de programar suas mentes. Sob o falso pretexto de protegê-los, legisladores travestidos de messiânicos defensores dos "indefesos" procuram de todas as maneiras tolher o desenvolvimento de sua inteligência, personalidade e sexualidade naturais, com novas leis castradoras sendo preparadas a todo momento. Políticos, ONG's e empresas oportunistas, além das grandes mídias, já descobriram o filão lucrativo da exposição sensacionalista e equivocada de temas como pedofilia, e têm contribuído de forma decisiva para "americanizar" os brasileiros e anular a identidade de nosso povo. O indivíduo, cada vez mais monitorado pela máquina estatal, tem sua vida pessoal determinada por decisões de medíocres com mandatos ilegítimos, por terem sido obtidos às custas do voto obrigatório das massas manipuladas pelos espetáculos de marketing das campanhas eleitorais. Historicamente, não é nenhuma novidade utilizar este tipo de estratégia de bombardear o povão com propaganda alarmista para criar uma sensação de pânico contra um inimigo em geral um tanto difuso. Hitler sabia bem disso, e suas agências de propaganda foram cruciais na mobilização do povo alemão para a guerra. Os EUA logo aprenderam a lição e têm vivido em guerra desde então, alegando sempre a necessidade de "proteger" alguém contra inimigos poderosos, malignos e diabólicos criados pela propaganda estatal para financiar os investimentos em armas e desviar a atenção do povo. Primeiro, foram os comunistas-comedores-de-criancinhas. Depois, veio uma série de países, sem praticamente qualquer desenvolvimento, atacados e ocupados pelos "messias" americanos. Com o advento da Internet, então, tudo ficou mais fácil. Afinal - adicionar ironia - existe uma rede internacional altamente organizada, inclusive com ligações com Osama Bin Laden e outros, com agentes por trás de cada computador à espreita de vítimas. Naturalmente, é preciso também criar figuras idealizadas de anjos de inocência e pureza que precisam ser "protegidos" destes monstros, e tome mais propaganda sensacionalista. No contexto ideológico americano, onde a influência puritana da colonização britânica tem um violento impacto na cultura, o indivíduo se sente assim redimido dos próprios pecados, "protegendo" os inocentes, frágeis e angelicais adolescentes do "perigo" do sexo. Resultado: um país onde se tem medo de colocar uma criança no colo sem ser chamado de "pedófilo" (você sabe realmente a definição deste termo?), uma sociedade doente vítima da própria máquina controladora que criou. Dentro da paranóia das leis e programas americanos de "proteção" contra o sexo, crianças de 5 ou 6 anos não raro são presas algemadas por terem "brincado de médico" com amiguinhos, e são então legalmente registradas como "sex offenders" e terão suas vidas marcadas para sempre. Temos a sorte de a influência britânica na composição do povo brasileiro ser mínima, e daí vem a esperança de não virarmos outros EUA. Mas vamos ao principal ponto, os angelicais, inocentes e imaturos adolescentes que precisam ser "protegidos". Ops! Logo se entende a tal "proteção" como "controle". Afinal, dá muito trabalho estar ao lado dos filhos (sem invadir sua privacidade - sim, eles têm direito a ela), tentar desenvolver seu senso crítico e ético, sua responsabilidade, seu caráter, não é mesmo? Então, vamos controlar! E quando passar a fase em que se pode de alguma forma controlar, o que via de regra só pode ser feito aproveitando-se covardemente da submissão ecônomica dos filhos aos pais? Eles não foram convencidos, foram coagidos. Não foram educados, no sentido mais amplo do termo. Foram mantidos numa "coleira" até que esta não coubesse mais em seus pescoços. E aí? Como certamente o nível cultural e de discernimento dos alarmados que costumam engolir esta propaganda não lhes permite sequer explicar o porquê de o lamentável programa "Big Brother" ter este nome (não, não são os irmãos mais velhos dos participantes), antes de outras referências bibliográficas básicas, cito como leitura obrigatória e repetida o livro mais absolutamente essencial da literatura moderna, "1984", de George Orwell. Felizmente, mesmo nos EUA, já começam a se ouvir vozes de gente lúcida que consegue escapar à insanidade da lavagem cerebral do Estado e da mídia e resolve analisar e dissecar estas questões, ao invés de engolí-las com o tempero da propaganda histérica. Há o aclamado livro da repórter americana Judith Levine, vencedor do prêmio de melhor livro de 2002 do jornal Los Angeles Times, "Harmful To Minors - The Perils Of Protecting Children From Sex". Não há edição em português, mas a edição em inglês pode ser encontrada facilmente em livrarias físicas e online, como a www.saraiva.com.br. Outra referência importante é o livro de Jerry Steinbach, "Sexual Panic - America's New Age Of Witch Hunting (Pânico Sexual - A Nova Era Americana De Caça Às Bruxas)", infelizmente também sem edição no Brasil. A organização norte-americana Advocates For Youth (http://www.advocatesforyouth.org) faz um importante estudo, baseado em estatísticas oficiais e médicas, e não em pesquisas tendenciosas e sensacionalistas, que compara a incidência de gravidez adolescente e DST's entre os jovens de alguns países da Europa continental e os jovens dos EUA, e o mais importante, indica de forma clara e coerente as causas das diferenças encontradas: http://www.advocatesforyouth.org/publications/419 Façam um favor a seus próprios filhos, sejam pais de verdade e mandem os oportunistas e propagadores da histeria coletiva para o lugar de onde nunca deveriam ter saído. Ouçam seus filhos e os criem para a vida, para serem auto-suficientes, questionadores e responsáveis. Eles não são propriedade nossa - são nossos companheiros de jornada. Não terão necessariamente os nossos mesmos interesses, objetivos, idéias e ideologias. Por mais que procuremos agir com ética, integridade e responsabilidade, erros todos nós eventualmente cometeremos, mas é assim que continuamos aprendendo e evoluindo - conscientes e livres, e não em jaulas físicas ou mentais.
Pedro Corbett









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