BRASIL LIVRE

Bancos Desprotegem Clientes
Está ficando cada vez mais difícil e perigoso utilizar serviços bancários. Recentemente, por exemplo, a CEF adicionou uma senha de três letras para uso em terminais de auto-atendimento, além das várias senhas já existentes. Caso o cliente erre esta senha, já na segunda tentativa o cartão é bloqueado, com o desbloqueio só podendo ser feito na agência em que mantém a conta. Imagino os apuros em que uma pessoa pode ficar caso seus recursos estejam concentrados naquela conta e ela estiver em viagem, em outra cidade ou estado, e precisando do dinheiro. Seria muito mais razoável que o cliente pudesse desbloquear seu cartão em qualquer agência do banco, mediante identificação. No Bradesco, além das quatro senhas já existentes, agora é preciso ter sempre à mão um outro cartão com uma tabela de códigos para acessar a conta através do site ou de terminais. Os riscos de ter sua conta bloqueada ao tentar acessá-la pela Internet é ainda maior. A maioria dos bancos bloqueia o acesso após 2 ou 3 tentativas erradas de digitação de senhas, e muitas vezes os sistemas falham e o acesso é bloqueado mesmo que se digite as senhas corretas. O cliente então terá seu acesso interrompido e precisará passar pelo incoveniente de ir pessoalmente à agência para realizar o desbloqueio. Estes sistemas são de uma falta de inteligência e bom senso indescritíveis. Uma única senha de 4 dígitos permite 10 mil combinações diferentes, e assim levaria algum tempo até que uma eventual tentativa de acesso por alguém que não o titular da conta tivesse sucesso. Além disso, qualquer pessoa que saiba o número de sua agência e conta pode maliciosamente bloquear seu acesso deliberadamente digitando senhas erradas. Um procedimento obviamente mais adequado seria indisponibilizar o acesso apenas por algumas horas, o que já vem sendo feito por alguns bancos. Proteção maior para os clientes? De forma alguma. Toda esta burocracia, na prática, só serve para proteger os bancos e nos causar transtornos, muito mais freqüentes e potencialmente muito mais sérios do que uma eventual perda ou roubo de um cartão magnético ou de dados de contas. Meu entendimento, compartilhado por muitos, é que o objetivo destes sistemas é dificultar o acesso dos clientes aos seus recursos financeiros, gerando assim mais lucros ainda para as instituições bancárias. Interessados em endossar minhas futuras representações junto ao Ministério Público contra bancos que adotam estes procedimentos absurdos, entrem em contato comigo informando nome, email, telefone, e os bancos em que mantém contas.
Pedro Corbett









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